terça-feira, 19 de junho de 2012

"Negrinha" - Monteiro Lobato


Depois de ler "Negrinha" e discutir sobre alguns preconceitos, velados ou escancarados no conto, retire de algum meio midiático (TV, jornal, livro, revista, internet etc) uma frase sobre preconceito ou rótulos ou paradigmas pré-estabelecidos na sociedade, que tenham uma ligação com o respectivo conto - que não seja SUA, por isso coloque o autor da mesma - e comente-a! 

Data limite da postagem: 28/06/2012 até 23h59

Marxismo em questão (Sociologia - 2º Ano)


Frei Betto
Cristianismo e marxismo*  
As relações entre marxistas e cristãos
O marxismo é, sobretudo, uma teoria da práxis revolucionária. Isso não impede que certos marxistas queiram transformá-lo numa espécie de religião com seus dogmas, fundada na leitura fundamentalista que faz das obras de Marx, Engels e Lenin uma nova bíblia. Afinal, o marxismo, como qualquer obra teórica, jamais poderá ter uma única leitura. O processo epistemológico ensina que um texto é sempre lido a partir do contexto do leitor. Esses “óculos" da realidade determinam a interpretação da teoria.
Assim, a obra de Marx pode ser lida pela ótica do materialismo positivista de Kautsky, do neokantismo de M. Adler, do hegelianismo voluntarista de Gramsci ou objetivista de Lukacs, do existencialismo de Sartre, do estruturalis­mo de Althusser, bem como à luz da luta camponesa de Mao Tsé-Tung, da guerrilha cubana, da realidade peruana de José Carlos Mariátegui ou da insurreição popular sandinista.
O  que importa é utilizar a teoria marxista como ferramenta de libertação dos povos oprimidos e não como uma árvore totêmica ou um talismã. Fruto da luta do proletariado, o marxismo deverá ser sempre aferido por essa mesma luta, pois só assim não perderá seu vigor revolucionário para transformar-se numa abstração acadêmica.
Nesse sentido, o marxismo e os marxistas não podem ignorar o novo papo do cristianismo como fermento de libertação das massas oprimidas da América Latina. Contudo, para apreender esse potencial revolucionário do cristianismo, o marxismo deverá romper a camisa-de-força de sua ótica objetivista e reconhecer o papel da subjetividade humana na história. Isso implica a superação da tendência economicista e, nos regimes socialistas, de uma certa “metafísica do Estado", para se admitir a autonomia relativa das superestruturas. A prática revolucionária extrapola o conceito e não se esgota em análises estritamente científicas, pois encerra necessariamente dimensões éticas, místicas e utópicas. O progresso alcançado pelos países socialistas e a ideologia encarnada pelo parti­do são insuficientes para equacionar todos os aspectos da relação interpessoal e suas conseqüências sociais e políticas.
Aliás, que contradição haveria entre o papel determinante da subjetividade humana e o materialismo histórico? Como determinante ''em última instância", a esfera econômica resulta no complexo formado pelas forças produtivas e pelas de produção. São essas relações de produção que determinam o caráter das forças produtivas. Falarem em reações de produção é admitir que, “em primeira instância, estão as relações de classe, a militância revolucionária das classes dominadas, cuja consciência e prática são determinantes na esfera econômica. Ao contrário, negar a importância da subjetividade e da intencionalidade humanas é pretender reduzir o marxismo a uma teoria puramente científica, é incorrer numa espécie de neo-hegelianismo que devolve a marcha da história ao controle de uma razão absoluta e universal. A riqueza e a originalidade da teoria marxista reside justamente em estar vinculada a prática revolucionária que, cm sua dinâmica, confere e contesta a teoria que a inspira e orienta. Sem essa relação dialética teoria-práxis, o marxismo se esclerosa numa ortodoxia acadêmica perigosamente manipulável por quem controla os mecanismos de poder.
Esse primado da prática tem levado os marxistas a reconhecerem que, por vezes suas concepções a respeito da religião são religiosas no sentido de dogmáticas desvinculadas da prática histórica. Por isso, de olho no que se passa hoje na América Latina, o 2º Congresso do Partido Comunista Cubano, em dezembro de 1980, aprovou uma resolução na qual proclama que:
o significativo processo de incorporação massiva e ativa de grupos e organizações cristãs, incluindo elementos do clero católico e de outras denominações, nas lutas de libertação nacional dos povos da América Latina, como Nicarágua, El Salvador e outros, e o surgimento de instituições e de centros ecumênicos que desenvolvem atividades decididamente progressistas e promovem o compromisso político e a união combativa de cristãos revolucionários e marxistas, a favor de profundas mudanças sociais no continente, demonstram a conveniência de continuar contribuindo para a consolidação sucessiva da frente comum em nosso hemisfério e em todo o mundo.
O avanço maior na relação entre cristianismo e regime popular dá-se hoje na Nicarágua, onde pela primeira vez na história os cristãos participaram ativamente do processo de libertação. Esse fato por si só derruba o caráter de axioma dado à afirmação de que “a religião é o ópio do povo" (como disse Marx – querendo dizer que a religião aliena a população – grifo meu). Tanto que, pela primeira vez na história, um partido revolucionário no poder - a Frente Sandinista de Libertação Nacional - emitiu um comunicado oficial em outubro de 1980 sobre a religião, no qual se diz:
Alguns autores afirmam que a religião é um mecanismo de alienação dos homens, que serve para justificar a exploração de uma classe sobre a ou­tra. Essa afirmação, sem dúvida, tem um valor histórico, na medida em que, em diferentes épocas históricas, a religião serviu de suporte teórico à dominação política, Basta recordar o papel desempenhado pelos missionários no processo de dominação e de colonização dos indígenas de nosso país. Entretanto, os sandinistas afirmam que nossa experiência demonstra que quando os cristãos apoiando-se em sua fé, são capazes de responder as necessidades do povo e da história, suas mesmas crenças os levam à militância revolucionária (...)
Portanto, falsas certezas estão sendo desmontadas pela prática histórica. Nos últimos 20 anos, nos países do Terceiro Mundo, especialmente na América Latina, o cristianismo passa a revelar seu caráter libertador como expressão de resistência e luta dos oprimidos. E, por outro lado, contrariando todos os prognósticos acadêmicos, a religião não desapareceu nos regimes socialistas. Ao contrário, as igrejas constituem, hoje, importante força na luta pela paz e cresce o número de seus fiéis, Perduram, sim, dificuldades intra e extra-eclesiais. Dentro das igrejas, bispos e pastores não tem suficiente clareza e consenso quanto à maneira de inserção pastoral nos regimes socialistas. Fora, sobretudo no âmbito dos partidos no poder, certos preconceitos anti-religiosos nutrem a discriminação que reforça a proximidade entre cristãos e setores contra-revolucionários.
É verdade que também entre cristãos permanecem tabus com relação ao socialismo. A propaganda capitalista é bastante forte para alimentar terríveis fantasmas que provocam insegurança e medo. E muitas vezes o sectarismo de certos militantes marxistas reforça a ideia de novos cruzados combatendo cm nome de urna nova fé de conseqüências totalitárias. Se hoje é mais difícil encontrar, em documentos oficiais da Igreja Católica, as veementes proclamações anticomunistas do tempo do Papa Pio XII, também não abundam simpatias para com o socialismo. Há, sim, aberturas doutrinárias e políticas: primado do cará­ter social da propriedade, a socialização dos bens, primado do direito de uso sobre o direito de posse e, na política, a diplomacia realista do Vaticano estreitando relações com quase todos os países socialistas. Um dos raros exemplos de clara opção socialista, por parte de bispos, está nestes documentos regionais divulgados no período mais negro da ditadura militar brasileira, quando a própria Igreja era intensamente atingida:
É preciso vencer o capitalismo. Ele é o mal maior, o pecado acumulado. a raiz estragada, a árvore que produz esses frutos que nós conhecemos: a pobreza, a fome, a doença, a morte da grande maioria. Por isso é preciso que a propriedade dos meios de produção (das fábricas, da terra, do comércio, dos bancos, fontes de crédito) seja superada [...] Por isso, quere­mos um mundo em que haja um povo só, sem a divisão entre ricos e pobres.
Menos popular, o discurso deste outro documento é melhor articulado:
O processo histórico da sociedade de classes e a dominação capitalista conduzem fatalmente ao confronto das classes. Embora seja isto um fato cada dia mais evidente, este confronto é negado pelos opressores, mas é afirmado também na própria negação. As massas oprimidas dos operários, camponeses e numerosos subempregados dele tomam conhecimento e assomem progressivamente uma nova consciência libertadora. A classe dominada não tem outra saída para se libertar, senão pela longa e difícil caminhada, já em curso, em favor da propriedade social dos meios de produção. Este é o fundamento principal do gigantesco projeto histórico para a transformação global da atual sociedade numa sociedade nova, na qual seja possível criar as condições objetivas para os oprimidos recuperarem a sua humanidade despojada, lançarem por terra os grilhões de seus sofrimentos, vencerem o antagonismo de classes, conquistarem, por fim, a liberdade.
Marxistas e cristãos têm mais arquétipos em comum do que supõe a nossa vã filosofia. Um deles é a utopia da felicidade humana no futuro histórico-esperança que se faz mística na prática de inúmeros militantes que não temem o sacrifício da própria vida. Marx chama esta plenitude de reino da liberdade e, os cristãos, de reino de Deus. No terceiro volume de O Capital ele escreve que "o reino da liberdade inicia ali onde cessa o trabalho condicionado pela necessidade e pressão externa; o reino da liberdade está situado, pois, e por força das coisas, além do âmbito da produção material". Ora, nada na política ou na história garante a realização dessa meta, como também a salvação esperada pelos cristãos não tem explicação histórica, é dom de Deus. Mas há, no mais profundo do nosso ser, o desejo comum de inúmeros marxistas e cristãos de que a humanidade elimine todas as barreiras e contradições que dividem ou separam os homens. E a esperança incontida de que o futuro será como a mesa posta em tomo da qual, irmanados, todos haverão de partilhar a fartura do pão e a alegria do vinho O caminho capaz de levar a essa aspiração, derrubando preconceitos e provocando a unidade, não será certamente o das discussões teóricas, mas sim o do compromisso efetivo com a luta de libertação dos oprimidos.

 Texto retirado do livro O Marxismo na América Latina, organizado por Michael Löwy.

Com base nas nossas conversas sobre Marx e no texto acima, comente, debata e discuta, quantas vezes quiser sobre como o Marxismo e a luta de classes pode ser ajudada ou atrapalhada pela Igreja!


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Religião e Ciência (Filosofia - 2º Ano)






Com base na imagem acima discuta como a religião pode mudar a filosofia dos indivíduos!


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Política e Sociologia (1º Ano)

Em nossas aulas sobre política e sociologia vimos alguns conceitos sobre política e formação do cidadão. Assim proponho a vocês que discutam e conversem o máximo possível sobre algumas questões.

Com base nas imagens abaixo faça uma relação das duas comentando como a política pode ser um fator de mudança da sociedade. Este espaço é de vocês, por isso vamos colocar as ideias, propostas, análises e tudo mais em prática...



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