terça-feira, 19 de junho de 2012

Marxismo em questão (Sociologia - 2º Ano)


Frei Betto
Cristianismo e marxismo*  
As relações entre marxistas e cristãos
O marxismo é, sobretudo, uma teoria da práxis revolucionária. Isso não impede que certos marxistas queiram transformá-lo numa espécie de religião com seus dogmas, fundada na leitura fundamentalista que faz das obras de Marx, Engels e Lenin uma nova bíblia. Afinal, o marxismo, como qualquer obra teórica, jamais poderá ter uma única leitura. O processo epistemológico ensina que um texto é sempre lido a partir do contexto do leitor. Esses “óculos" da realidade determinam a interpretação da teoria.
Assim, a obra de Marx pode ser lida pela ótica do materialismo positivista de Kautsky, do neokantismo de M. Adler, do hegelianismo voluntarista de Gramsci ou objetivista de Lukacs, do existencialismo de Sartre, do estruturalis­mo de Althusser, bem como à luz da luta camponesa de Mao Tsé-Tung, da guerrilha cubana, da realidade peruana de José Carlos Mariátegui ou da insurreição popular sandinista.
O  que importa é utilizar a teoria marxista como ferramenta de libertação dos povos oprimidos e não como uma árvore totêmica ou um talismã. Fruto da luta do proletariado, o marxismo deverá ser sempre aferido por essa mesma luta, pois só assim não perderá seu vigor revolucionário para transformar-se numa abstração acadêmica.
Nesse sentido, o marxismo e os marxistas não podem ignorar o novo papo do cristianismo como fermento de libertação das massas oprimidas da América Latina. Contudo, para apreender esse potencial revolucionário do cristianismo, o marxismo deverá romper a camisa-de-força de sua ótica objetivista e reconhecer o papel da subjetividade humana na história. Isso implica a superação da tendência economicista e, nos regimes socialistas, de uma certa “metafísica do Estado", para se admitir a autonomia relativa das superestruturas. A prática revolucionária extrapola o conceito e não se esgota em análises estritamente científicas, pois encerra necessariamente dimensões éticas, místicas e utópicas. O progresso alcançado pelos países socialistas e a ideologia encarnada pelo parti­do são insuficientes para equacionar todos os aspectos da relação interpessoal e suas conseqüências sociais e políticas.
Aliás, que contradição haveria entre o papel determinante da subjetividade humana e o materialismo histórico? Como determinante ''em última instância", a esfera econômica resulta no complexo formado pelas forças produtivas e pelas de produção. São essas relações de produção que determinam o caráter das forças produtivas. Falarem em reações de produção é admitir que, “em primeira instância, estão as relações de classe, a militância revolucionária das classes dominadas, cuja consciência e prática são determinantes na esfera econômica. Ao contrário, negar a importância da subjetividade e da intencionalidade humanas é pretender reduzir o marxismo a uma teoria puramente científica, é incorrer numa espécie de neo-hegelianismo que devolve a marcha da história ao controle de uma razão absoluta e universal. A riqueza e a originalidade da teoria marxista reside justamente em estar vinculada a prática revolucionária que, cm sua dinâmica, confere e contesta a teoria que a inspira e orienta. Sem essa relação dialética teoria-práxis, o marxismo se esclerosa numa ortodoxia acadêmica perigosamente manipulável por quem controla os mecanismos de poder.
Esse primado da prática tem levado os marxistas a reconhecerem que, por vezes suas concepções a respeito da religião são religiosas no sentido de dogmáticas desvinculadas da prática histórica. Por isso, de olho no que se passa hoje na América Latina, o 2º Congresso do Partido Comunista Cubano, em dezembro de 1980, aprovou uma resolução na qual proclama que:
o significativo processo de incorporação massiva e ativa de grupos e organizações cristãs, incluindo elementos do clero católico e de outras denominações, nas lutas de libertação nacional dos povos da América Latina, como Nicarágua, El Salvador e outros, e o surgimento de instituições e de centros ecumênicos que desenvolvem atividades decididamente progressistas e promovem o compromisso político e a união combativa de cristãos revolucionários e marxistas, a favor de profundas mudanças sociais no continente, demonstram a conveniência de continuar contribuindo para a consolidação sucessiva da frente comum em nosso hemisfério e em todo o mundo.
O avanço maior na relação entre cristianismo e regime popular dá-se hoje na Nicarágua, onde pela primeira vez na história os cristãos participaram ativamente do processo de libertação. Esse fato por si só derruba o caráter de axioma dado à afirmação de que “a religião é o ópio do povo" (como disse Marx – querendo dizer que a religião aliena a população – grifo meu). Tanto que, pela primeira vez na história, um partido revolucionário no poder - a Frente Sandinista de Libertação Nacional - emitiu um comunicado oficial em outubro de 1980 sobre a religião, no qual se diz:
Alguns autores afirmam que a religião é um mecanismo de alienação dos homens, que serve para justificar a exploração de uma classe sobre a ou­tra. Essa afirmação, sem dúvida, tem um valor histórico, na medida em que, em diferentes épocas históricas, a religião serviu de suporte teórico à dominação política, Basta recordar o papel desempenhado pelos missionários no processo de dominação e de colonização dos indígenas de nosso país. Entretanto, os sandinistas afirmam que nossa experiência demonstra que quando os cristãos apoiando-se em sua fé, são capazes de responder as necessidades do povo e da história, suas mesmas crenças os levam à militância revolucionária (...)
Portanto, falsas certezas estão sendo desmontadas pela prática histórica. Nos últimos 20 anos, nos países do Terceiro Mundo, especialmente na América Latina, o cristianismo passa a revelar seu caráter libertador como expressão de resistência e luta dos oprimidos. E, por outro lado, contrariando todos os prognósticos acadêmicos, a religião não desapareceu nos regimes socialistas. Ao contrário, as igrejas constituem, hoje, importante força na luta pela paz e cresce o número de seus fiéis, Perduram, sim, dificuldades intra e extra-eclesiais. Dentro das igrejas, bispos e pastores não tem suficiente clareza e consenso quanto à maneira de inserção pastoral nos regimes socialistas. Fora, sobretudo no âmbito dos partidos no poder, certos preconceitos anti-religiosos nutrem a discriminação que reforça a proximidade entre cristãos e setores contra-revolucionários.
É verdade que também entre cristãos permanecem tabus com relação ao socialismo. A propaganda capitalista é bastante forte para alimentar terríveis fantasmas que provocam insegurança e medo. E muitas vezes o sectarismo de certos militantes marxistas reforça a ideia de novos cruzados combatendo cm nome de urna nova fé de conseqüências totalitárias. Se hoje é mais difícil encontrar, em documentos oficiais da Igreja Católica, as veementes proclamações anticomunistas do tempo do Papa Pio XII, também não abundam simpatias para com o socialismo. Há, sim, aberturas doutrinárias e políticas: primado do cará­ter social da propriedade, a socialização dos bens, primado do direito de uso sobre o direito de posse e, na política, a diplomacia realista do Vaticano estreitando relações com quase todos os países socialistas. Um dos raros exemplos de clara opção socialista, por parte de bispos, está nestes documentos regionais divulgados no período mais negro da ditadura militar brasileira, quando a própria Igreja era intensamente atingida:
É preciso vencer o capitalismo. Ele é o mal maior, o pecado acumulado. a raiz estragada, a árvore que produz esses frutos que nós conhecemos: a pobreza, a fome, a doença, a morte da grande maioria. Por isso é preciso que a propriedade dos meios de produção (das fábricas, da terra, do comércio, dos bancos, fontes de crédito) seja superada [...] Por isso, quere­mos um mundo em que haja um povo só, sem a divisão entre ricos e pobres.
Menos popular, o discurso deste outro documento é melhor articulado:
O processo histórico da sociedade de classes e a dominação capitalista conduzem fatalmente ao confronto das classes. Embora seja isto um fato cada dia mais evidente, este confronto é negado pelos opressores, mas é afirmado também na própria negação. As massas oprimidas dos operários, camponeses e numerosos subempregados dele tomam conhecimento e assomem progressivamente uma nova consciência libertadora. A classe dominada não tem outra saída para se libertar, senão pela longa e difícil caminhada, já em curso, em favor da propriedade social dos meios de produção. Este é o fundamento principal do gigantesco projeto histórico para a transformação global da atual sociedade numa sociedade nova, na qual seja possível criar as condições objetivas para os oprimidos recuperarem a sua humanidade despojada, lançarem por terra os grilhões de seus sofrimentos, vencerem o antagonismo de classes, conquistarem, por fim, a liberdade.
Marxistas e cristãos têm mais arquétipos em comum do que supõe a nossa vã filosofia. Um deles é a utopia da felicidade humana no futuro histórico-esperança que se faz mística na prática de inúmeros militantes que não temem o sacrifício da própria vida. Marx chama esta plenitude de reino da liberdade e, os cristãos, de reino de Deus. No terceiro volume de O Capital ele escreve que "o reino da liberdade inicia ali onde cessa o trabalho condicionado pela necessidade e pressão externa; o reino da liberdade está situado, pois, e por força das coisas, além do âmbito da produção material". Ora, nada na política ou na história garante a realização dessa meta, como também a salvação esperada pelos cristãos não tem explicação histórica, é dom de Deus. Mas há, no mais profundo do nosso ser, o desejo comum de inúmeros marxistas e cristãos de que a humanidade elimine todas as barreiras e contradições que dividem ou separam os homens. E a esperança incontida de que o futuro será como a mesa posta em tomo da qual, irmanados, todos haverão de partilhar a fartura do pão e a alegria do vinho O caminho capaz de levar a essa aspiração, derrubando preconceitos e provocando a unidade, não será certamente o das discussões teóricas, mas sim o do compromisso efetivo com a luta de libertação dos oprimidos.

 Texto retirado do livro O Marxismo na América Latina, organizado por Michael Löwy.

Com base nas nossas conversas sobre Marx e no texto acima, comente, debata e discuta, quantas vezes quiser sobre como o Marxismo e a luta de classes pode ser ajudada ou atrapalhada pela Igreja!


Data limite para as postagens: 30/06/2012 até 23h59

46 comentários:

  1. O que eu entendi foi: Na ditadura militar a igreja e o Marx tinham a mesma visão, eles precisavam acabar com o capitalismo, e portanto, se "ajudavam". Mas, Marx via a igreja como o ópio do povo, ou seja, "a religião provoca adormecimento no povo e serve de paliativo aos seus problemas", sendo assim, a igreja prejudicava o Marxismo.

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    1. Concordo com a Sarah,pois a igreja adormece o povo,sendo assim a igreja iria prejuducar muito o Marx.

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    2. Também acho isso, que como a igreja era algo marcante na sociedade, ela podia ditar suas regras, por isso alienava a população de tal forma que fez com que Marx não aceitasse uma "parceria" com a mesma.

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    3. Concordo com vocês, a igreja naquela época influenciava muito, era só ela dizer " faça isso" que as pessoas não perdiam tempo e iam obedecer, e eu acho que isso prejudicava Marx, sem contar que era só a igreja dizer o que era certo e errado que o povo acreditava.

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  2. concordo com a sara porem se Marx tivesse se juntado com a igrja teria feito um grande governo e a luta por mudar de classes e algo que era muito dificil na quela epoca pois o povo era muito omisso.

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    1. Através das aulas , livros etc... etc.... É possível afirmar que Marx demonstrou que a existência de classes não era eterna, que estava ligada às formas historicamente determinadas do desenvolvimento da produção e das relações de produção baseadas na propriedade privada dos meios de produção. Além disso, Marx mostrou o caminho para a eliminação das classes e indicou qual a força social que libertaria a sociedade do antagonismo das classes , Para ele classe social deveria não existir ricos e pobres todos deveriam ser iguais .
      Marx e Engels demonstraram que de todas as classes que se opunham à burguesia, só o proletariado era uma classe revolucionária conseqüente até o fim. Quanto às camadas intermediárias (camponeses, artesãos), tornam-se revolucionárias na medida em que abandonam seu próprio ponto de vista de aceitar o ponto de vista revolucionário. Mas isto não só não nega como pressupõe que a classe operária pode ter aliados nessa camada.
      Lênin na luta contra os oportunistas, na época defenderam e desenvolveram a teoria marxista da luta de classes , concretizaram os pontos de vista de Marx e Engels na questão da atitude que o proletariado deveria adotar em relação ás coisas não – proletárias dos trabalhadores , foi isso que eu entendi ..

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  4. Johnatan Alves da Silva . 28 de Junho de 2012 .

    Na minha opinião : Marx foi e é a luta do povo , visando melhorias por uma sociedade melhor. Uma revolução entre as classes para que as mesmas se tornem iguais . O povo era dominado e explorado pelas classes mais favorecidas , onde os mesmos obtinham ganhos . Embora eu acho que não mudou muita coisa . Ainda vemos uma população divida , que quer se dar bem em cima de outras . Mas em vista do vimos , melhorou se bastante . Ainda existe sofrimento , mas deixamos de ter trabalho escravo e passamos a ter direitos , tais como : a luta por jornada de trabalho menores , o cuidado com a saúde do trabalhador , férias , 13 salario ... enfim entre outros . Mas ainda a muito que melhorar , hoje temos a igreja ao nosso lado , antes era beneficiada com ganhos , rica e divida . Hoje pregasse igualdade ; almeja por uma terra sem maldades , paz entre os povos , não fazendo diferença entre os povos . Bom foi isso que entendi e vamos continuar lutando por melhorias .

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    1. Discordo, pois acho que o socialismo só deixaria o Estado atrasado em relação aos outros países, e ao invés de fazer o país enriquecer, faria o país "parar".

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    2. victor aqui:

      não querendo ser pessimista, ou encebar o que tu falou, johnatan, mas acho que o trabalhador pode lutar o quanto queira, que nunca vai sair desse mundinho de trabalhador. Será sempre um trabalhador e nada além de um trabalhador. A não ser que batalhe MUITO, D-E-M-A-I-S, pra que consiga levar uma vida um pouco melhor do que a que leva.

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    3. Depende da forma que ele lute, se um trabalhador quiser melhorar de vida somente trabalhando e fazendo revoltas , com certeza nao sairá disso, mas se souber lutar , crescer socialmente e financeiramente antes de tentar isso , acho possivel que consiga mudar sua vida.

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    4. Concordo que Max só queria melhorar a sociedade, porem é uito facil ver quem tem pouco começar a ganhar mais, já quem lutou para ter mais, ficar com menos, não. O que, copm o tempo,acarretaria na volta para o capitalismo

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    5. Concordo com Daniel, Marx só queria melhorar a sociedade, porém as pessoas em geral não ajudariam nisso, porque sempre vai ter alguém querendo ter mais que o outro, sempre vai ter alguém não aceitando que um cresça mais que ele, e isso faria de qualquer forma voltar para o capitalismo.

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    6. Verdade o que a Raissa disse, o socialismo seria bom para para alguns (a maioria) mais para o país, o governo seria ruim, porque a "direção" seria uma "bagunça", todo mundo iria querer mandar em todo mundo, como a Raissa disse o país iria "parar".

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    7. Concordo Rebecah, O Socialismo seria bom praticamente para todos, mas digamos se hoje a Dilma colocasse o Brasil Socialista, Os pobres não seria mas podre, porém aquele que estudou se dedicou para ganhar oque ganha hoje se ferraria e ficaria indignado com razão.

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  5. Se Marx tivesse conseguido totalmente o que queria,seria sim bom para algumas pessoas pois não haveria diferença de classes sociais e com isso até mesmo o preconceito iria acabar,pois todos iriam estar no mesmo estilo de vida.Acho que Marx estava certo,pois a religião não deveria ser usada para justificar a grande diferença entre as classes sociais.Os ricos se aproveitam de que os pobres precisam trabalhar para garantir o seu sustento e aí querem explorar o máximo que eles podem e pagar o menos possível,se todos tivessem a mesma quantidade de dinheiro e de condição de vida,pelo menos eu acho que ninguém iria querer explorar ninguém,pois ninguém ia ter patrões ou empregados,pois ninguém teria tanto dinheiro para investir em alguma coisa.No país onde vivemos dizem ter muitos beneficios ao trabalhador dor,mas se investigarmos bem mesmo,com certeza vamos achar esses tais "benefícios",que na verdade não beneficiam ninguém a nada,o governo só quer aumentar os impostos para tudo ficar mais caro,fazendo assim o trabalhador trabalhar bem mais do que já trabalha e conseguir muito mais lucro para o país.Os beneficios de verdade mesmo estão para eles,que tem um cargo importante dentro do governo federal,os que lá estão podem sim chamar o que eles tem de beneficios,pois é auxilio isso,auxilio aquilo e muitas outras coisas.Todos dizem que lutam por uma sociedade melhor e talvez até por um mundo melhor,mas lutam tanto que nada muda e continua a mesma injustiça de sempre e se continuar nada nunca vai mudar,quem tem grana vai sempre se dar bem e quem não tem vai tentar ter e derrepente nem vai conseguir.Infelizmente é o que acontece no nosso país,o rico só sorri e o pobre só chora.

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  6. Marx acrdeitava que não deveria haver classes socias,que todos deveriam se tratados igualmente.. Já para igreja quem tinha mais e quem dava e que iria ter um ''lugar'' no céu,sendo assim logo teriamos a divisão das classes sociais. Na minha opnião a igreja atrapalha Marx,pois ela tinha grande poder sobre todos naquela época,com isso se não houvessem as classes socias e se todos fossem iguais,como ficariam os ricos? como eles dariam mais dinheiro a igreja? se todos ficassem na mesma classe social,não haveriam mais ricos,pois a classe que mais predominava era a pobre. Com isso se Marx se juntasse com a igreja não daria certo,pois ambos tinhão visões diferentes e lutavam por coisas diferentes!

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  7. De certa forma os marxistas e os religiosos possuíam a mesma visão, porém Marx achava que a religião alienava grande parte da população. A atitude que Marx e os religiosos queriam tomar era de acabar com o capitalismo, talvez por acharem injusto toda aquela desigualdade social, e mesmo a igreja sendo algo incrívelmente "forte" na sociedade não podia de forma alguma combater ao socialismo até mesmo pelo fato de não se unir aos marxistas.

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    1. Concordo com você, pois por mais que a igreja seja forte, ela não conseguiu e nem vai conseguir acabar com o capitalismo. Mesmo o Marx e a igreja tendo os mesmo pensamentos, não conseguiram chegar aonde queriam.

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    2. Concordo com vocês, o capitalismo é muito mais "atraente" que o socialismo, pois mexe com a ambição dos homens e esse desejo de sempre querer mais e o do melhor, ou seja, mesmo que a Igreja e Marx conseguissem se unir e tentar acabar com o capitalismo, o capitalismo resistirá.

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    3. Estou de acordo com vocês, como Daniel disse o capitalismo sempre foi mais atraente e mesmo que Marx e a igreja se juntassem eles não iriam conseguir derrubar o capitalismo. Até porque as pessoas sempre iria querer ter mais e mais, sem dúvida o ser humano é um ser muito exigente sempre vai querer do melhor, isso seria um conceito fundamental para que o capitalismo continuasse. Eu acho que as pessoas na hora de dizerem em que lado eles estariam elas diriam que estariam do lado de Marx e da igreja porém na hora de colocar em prática eles com certeza iriam pro lado do socialismo, sempre pensando em ter mais.

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  8. Victor Aqui: brincadeira, entendi sim. deixa só eu pensar no que escrever

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  9. Victor Aqui:

    Tipo assim, pelo que eu consegui entender, os marxistas e a igreja pensavam parecido, só que havia um baita conflito de ideias junto disso. Eles queriam, dizendo de um jeito mais teatral, cortar o capitalismo dessa peça chamada economia, e, de certo modo, juntaram-se para colocar esse "plano" em ação. Mas Marx sempre dizia que a igreja deixava as pessoas alienadas, deixava-as cegas, surdas e mudas em relação ao pensamento próprio.

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    1. Corrigindo: Como Jayme mesmo disse, vamos supor que você ponha alguém como líder para lutar pelos direitos da população, essa pessoa pode deixar de lado todas as pessoas que confiaram nele, para se manter no poder oferecido pelo chefe. Seria um caso de socialismo utópico. A conclusão é que a partir do momento em que se tem um líder já não é mais socialismo.

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  11. Pelo que eu consegui entender os Cristãos e os Marxistas tinham ideias muito parecidas, porém Marx afirmava, corretamente, que a igreja deixa as pessoas "fora de si" alienadas da realidade(coisa que acontece hoje em dia) mas o que acontece é que por mais que se tente nunca vamos conseguir uma sociedade socialista, pois desde o momento em que uma pessoa toma o poder pra lutar pelo socialismo essa mesma vai abandonar os outros assim que surgir uma oportunidade para que a vida dele seja melhor. O socialismo utópico é outro que nunca, NUNCA aconteceria e nem vai acontecer, pois ninguém vai "dar" o seu dinheiro para os pobres, pessoa alguma iria dar o dinheiro que tanto batalhou, para conseguir chegar aonde chegou, conseguir ter o que tem, ter o dinheiro que tem, por isso não vai abrir mão dele. Logo por mais que a igreja tente acabar com o capitalismo ela não vai conseguir. Nem a igreja nem os Marxistas nem ninguém.

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  13. Embora a igreja e Marx passarem que querias as mesmas coisas, a igreja queria "explorar" as pessoas dividindo as riquezas, mas não queriam perder as suas Próprias riquezas e nem seu poder,já Marx não se importava muito com isso tudo o que importava pra ele era ter um mundo onde todos eram iguais e que não existisse divisão de classes sociais. Como o Gabriel disse que a igreja deixa as pessoas "fora de si" e uma parte do texto mostra, "Entretanto, os sandinistas afirmam que nossa experiência demonstra que quando os cristãos apoiando-se em sua fé são capazes de responder as necessidades do povo e da história, suas mesmas crenças os levam à militância revolucionária (...)", e isso pode influenciar muito no pensamento das pessoas, dizem muito como agir e pensar, Muitos tentaram e continuam tentando tornar um mundo Socialista, mas até agora nenhum conseguiu.

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  14. Marx queria acabar com o capitalismo assim como a igraja, porém queria tambem que não existissem mais classes sociais, e o clero fazia parte te de uma classe social, a classe "alta", portanto não aceitava as ideias de Marx , assim ele seria atrapalhado pela mesma, apesar de terêm um objetivo em comum, o fim do capetalismo

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  15. O marxismo e a Igreja tinham o mesmo objetivo: acabar com o capitalismo e poderiam se ajudar até certo ponto, pois a Igreja queria uma igualdade social onde só ela não participasse, ou seja, ela queria continuar com seu poder mesmo depois da distribuição de renda e se ela não distribui sua renda, não é o socialismo que Marx desejava.E concordo com o Gabriel em que o socialismo utópico não irá acontecer, pois pessoas ricas e racionais não distribuiriam o dinheiro, é surreal.

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    1. Concordo com você, a igreja queria que a sociedade fosse beneficiada com a igualdade social, porém ela era egoísta e não queria dividir seus bens e nisso que Marx e a igreja batiam de frente.

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  16. Com base nas informações acima é possivel afirmar que Para Marx a evolução histórica se dá pelo antagonismo irreconciliável entre as classes sociais de cada sociedade. A primeira coisa a destacar-se e fundamental é que haja uma total separação entre o Estado e a Igreja. Ou seja, não é aceitável valores religiosos para pautar questões de Estado, como leis e direitos. Como também é inaceitável que a Igreja, como instituição, intervenha no Estado e dele beneficie-se, como acontece no capitalismo, ele queria que a classe social não existisse e que ricos , pobres todos deveriam ser iguais de um modo geral . Marx queria a melhoria da sociedade , na minha opinião se marx conseguisse o que queria desde o inicio não haveria diferença de classes sociais , era bem parecido o pensamento do marxismo e a igreja, a igreja queria explorar as pessoas dividindo suas riquezas, como eu disse a cima marx não se importava com isso ele queria que todos fossem iguais independentemente de qualquer coisa .

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  17. Um entendimento da doutrina marxista da separação da igreja e o Estado é urgentemente necessário, porque há uma crescente confusão entre a visão marxista e a antiga posição americana.

    No mundo marxista, como na União Soviética, a separação da igreja e o Estado significa que a igreja deve ser totalmente separada de cada área da vida e pensamento. Ela não tem a permissão de educar ou influenciar a educação, muito menos influenciar o Estado. Porque as crianças são vistas como propriedade do Estado, a igreja não pode influenciar ou ensinar as crianças. Em todas as esferas, a igreja é isolada do mundo e vida dos seus tempos e requer-se que ela seja irrelevante e impotente. Na visão marxista, a separação da igreja e o Estado é um grande obstáculo e penalidade legal impostos sobre a igreja. É na verdade uma separação da relevância, do poder de influenciar, e da liberdade para funcionar.\
    Na visão americana histórica, a Primeira Emenda coloca todas as restrições sobre o governo federal, que é impedido de estabelecer, governar, controlar ou regular a igreja. A visão marxista algema a igreja; a visão americana algema o Estado.

    Em anos recentes, o Estado, Congresso, os tribunais e vários presidentes têm manifestado, em diferentes graus, uma aderência à visão marxista. Assim como o poder estatal invadiu todas as outras esferas da sociedade, agora ele está invadindo a igreja. Assegura-se que o Estado tenha total jurisdição sobre cada esfera, e os tribunais em anos recentes têm se pronunciado sobre absurdos tais como código de vestimenta nas escolas e tamanho do cabelo de um garoto. Nenhuma questão é demasiadamente insignificante para ser ignorada pelos tribunais em seu zelo por jurisdição totalitária. Sem serem marxistas, eles compartilham da crença marxista da jurisdição total do Estado. Como esperado, eles estão se movendo na mesma direção.

    Isso não deveria nos surpreender. Dada a crença humanista no homem ou Estado como absolutos, qualquer liberdade ou poder alegado pela igreja é visto como irrelevante ou errado. O humanista está sendo fiel à sua fé, às suas pressuposições.

    O fato triste é que muitos teólogos compartilham da visão marxista. Para eles a separação da igreja e o Estado significa que a igreja nunca deve se envolver com algo que seja de preocupação política. Sou com frequência informado por leitores sobre pastores e líderes de igreja que não permitem a menção de aborto, homossexualidade, eutanásia e questões semelhantes no púlpito, e nem mesmo nas instalações da igreja. Tais assuntos, insistem eles, são "políticos" e "violam" a separação da igreja e o Estado. Eles chamam de ortodoxia a sua confusão, covardia e heresia.

    Os profetas, pregadores de Deus de outrora, eram ordenados pelo Senhor a proclamarem a lei-palavra de Deus com respeito a todas as coisas e a corrigir e repreender reis e governadores. Quando o nosso Senhor promete aos seus discípulos que eles seriam levados diante de governadores e reis por Sua causa, e "para testemunho contra eles" (Mt 10.18), ele não quis dizer que então eles deveriam repudiar a fé, ignorar o aborto e o homossexualismo, e ficarem calados sobre os pecados do Estado!

    Não há limites para a área do governo, lei e controle soberano de Deus. Não pode haver limites para as áreas de testemunho da igreja, nem para a sua pregação e preocupações ordenadas.

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  18. Eu entendi que marxistas e cristãos têm pensamentos bastante parecidos,com o desejo de acabar com as desigualdades sociais fazendo com que todos pudessem viver em um mundo mais justo, igualitário,onde uma classe social não emplorasse a outra.Porém marx dizia que a igreja fazia com que as pessoas se tornassem alienadas e que a religião serviria de suporte teorico para a dominação.
    Mas apezar de descordarem em alguns pontos marxistas e cristãos veem agindo de forma mais unida,pois o texto acima mostra que desde 1980 ambos veem criando formas para combater o capitalismo principalmente na américa latina .

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  19. Podemos dizer que os marxistas e os religiosos pensavam de forma semelhante em relação ao fim do capitalismo. Porém, a igreja idealizava uma sociedade igualitária, onde ela permaneceria soberana.
    Hoje vivemos em uma sociedade paternalista, onde o governo preocupa-se com o lado social, criando programas para ajudar aos menos afortunados tais como: bolsa família; passe livre para os estudantes de escolas públicas, idosos e deficientes físicos e mentais; casas populares; financiamento estudantil; investimento em saúde, educação e saneamento básico, no intuito de trazer dignidade a sociedade e especialmente a população mais carente.
    No entanto é preciso ter cautela quanto a distribuição dessas "esmolas sociais", porque a população se acostuma com o valor que recebe e pensa somente em "sobreviver" com tal ajuda, não se interessando no desenvolvimento humano.
    "Não se deve apenas dar peixe a quem tem fome, mas também ensiná-los a pescar."

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  20. Walace Renan aqui:

    A TEORIA marxista das classes e da luta de classes, formulada por Marx e confirmada pela experiência secular do movimento socialista, é um instrumento poderoso nas mãos dos comunistas de todos os países na luta pela derrubada do capitalismo e a vitória do socialismo. Guiado pela teoria marxista-leninista de classes e da luta de classes, o Partido Bolchevique assegurou a liquidação do capitalismo e a edificação do socialismo na U.R.S.S. Os Partidos Comunistas de todos os países têm lutado e conquistado vitórias orientados por essa teoria.

    Toda sorte de desvios da teoria marxista da luta de classes, como nos ensina a experiência histórica do movimento da classe operária, leva à degenerescência burguesa do movimento socialista. Todos sabem perfeitamente a que ponto de subserviência à burguesia, caiu o reformismo social-democrático que condenou ao esquecimento a teoria marxista da luta de classes e substituiu-a pela teoria de colaboração entre a classe dos explorados e a classe dos exploradores. Na pessoa dos atuais socialistas de direita, o reformismo social se pôs abertamente a serviço do imperialismo americano.

    A burguesia imperialista, através de seus agentes, esforça-se por todos os meios possíveis para desintegrar as fileiras do movimento comunista, para semear o descrédito na teoria marxista-leninista, para embotar a lâmina da teoria marxista-leninista da luta de classes e para arrastar os comunistas ao caminho do reformismo. É perfeitamente sabido que traidores como Bukharin, que se venderam ao imperialismo, lutaram contra a teoria marxista de luta de classes e defenderam a teoria capitulacionista da transição pacífica do capitalismo para o socialismo.

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  21. Na minha opinião Marx e a Igreja queriam as mesmas coisas , porém a igreja queria continuar com o seu poder mesmo depois de toda a distribuição de renda.Marx não se importava em ter poder ou não a mais que as pessoas , ele somente queria igualdade social para todos.A igreja era algo marcante na sociedade, ela podia ditar suas regras, e como Marx sempre dizia "a igreja deixa as pessoas alienadas, deixava-as cegas, surdas e mudas em relação ao pensamento próprio."
    A religião não deveria ser usada para justificar a grande diferença entre as classes sociais.Acho que as pessoas de classes baixas , médias ou altas podem ter a mesma religião , e deveriam ter os mesmos direitos.Perante a lei diz-se que todos nós temos os mesmos direitos, deveres, benefícios e punição sem distinção.Porém nem sempre é assim ,as vezes quem possui mais recursos de capital é melhor do que o outro que não o possui.Essa briga entre Socialismo e Capitalismo sempre vai continuar, sempre vai existir alguma pessoa com os mesmos pensamentos da igreja , como também sempre vai existir pessoas com os mesmo pensamentos de Marx.

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  22. Pra mima igreja ajudava a teoria marxista por um lado porque a meta da igreja é ajudar os carentes e os menos favorecidos e a meta de Marx também. Por isso, a igreja juntamente com Marx visavam a igualdade entre as pessoas ou entre classes, que é os mais ricos dividindo, doando seus bens à aqueles que tem pouco ou que não tem nada, além de ambos quererem uma sociedade justa sem desigualdade social e acabar com o capitalismo. Porém os pensamentos de Marx eram político-social e o da igreja eram cristão-social. Na cabeça de Marx quem deveria decretar a divisão de bens seria governo e não as pessoas por vontade própria, e pra igreja as pessoas deveriam doar os bens por vontade própria, deveriam doar pelo amor ao próximo que a igreja pregava e a igreja queria também ficar de fora para ela continuar tendo seu poder e seu dinheiro sem dividir, só que isso Marx discordava. Ele achava que a igreja por querer a igualdade social deveria também participar, porém a igreja não queria então nesse ponto a igreja atrapalhava Marx.

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  23. A igreja e Marx queria acabar com o capitalismo porém a igreja não queria sofrer as consequências do socialismo, a igreja queria continuar com seu poder, com seu domínio e seu dinheiro e Marx discordava nisso, ele achava que a igreja deveria ter o quanto a sociedade tivesse. A igreja não aceitava o pensamento de Marx porque se o governo decretasse a divisão de bens à igreja seria obrigada a dividir então não teria tanto dinheiro quanto ela tinha, por isso discordava de Marx mais concordava quando Marx dizia que na sociedade tinha que existir uma igualdade social. Então pra mim a igreja ajudava e atrapalhava Marx.

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  24. Max foi um filosofo que lutava pela sua classe social sendo todos iguais entre a lei.
    Pelo que entendi a religião ou seja a igreja interfere sim na demografia pois temos direto de ir e vir não e isso que vemos nas religiões seja ela católica, protestante e diversa.

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  25. Na Minha opinião Marx que lutava pela igualdade Social de todos "LUTAS DE CLASSES" e que queria abolir o capitalismo, Sim a igreja por seus motivos financeiros não queria e nem deixou que filosofo Marx concluir essa igualdade social.
    Com a igualdade Social a igreja perderia dinheiro e sairia do poder.
    Na minha opinião Sim a igreja atrapalhou e muito o pensamento de Marx !

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  26. Na minha opinião Marx e a Igreja queriam as mesmas coisas(igualdade social para todos),só que a igreja queria continuar no poder e Marx só queria a igualdade social e não estava nem ai para o poder que a igreja tanto queria.Porém a igreja não se unia a Marx com medo de perder dinheiro e sair do poder,pois como Rebecah disse: se o governo decretasse a divisão de bens a igreja seria obrigada a dividir... e com isso talvez ela não teria tanto poder quanto antes,a igreja queria sim a igualdade entre todos porém não queria dividir seu dinheiro.

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